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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

LIVRO DE OBADIAS








536 ou 845 a. C.



A Reconciliação é Essencial ao Arrependimento



O orgulho é um terrível meio de se apostar no futuro. O pequeno livro de Obadias trata da maior batalha do mundo: os resultados, em longo prazo, de um coração não reconciliado com Deus e com o próximo. A nação de Esaú – Edom – nunca superou suas profundas feridas de rejeição. A vingança alimentou o fogo quando os edomitas apoiaram os babilônios em seu ataque contra Judá, os filhos de seu irmão ancestral Jacó. Os edomitas seguiram o inimigo na cidade saqueada, levaram tudo o que havia sobrado e, a fim de levar ao conquistador os que tinham fugido, até os perseguiram (v. 8 – 14).


O preço que Abraão pagou por não esperar o filho da promessa está sendo pago, ainda nos dias de hoje, com sangue. Orgulho ferido e ofensas antigas nunca são sanadas com políticas e promessas de que possíveis providencias serão tomadas. De fato, a amargura não tem limites e, inclusive, é mais difícil vencer um irmão ofendido do que uma cidade forte.


A reconciliação é uma das tarefas mais difíceis do universo. Os céus são obras dos dedos de Deus, e a terra, de Suas mãos, mas foi necessário o poder de Seu forte braço direito para trazer salvação. Portanto, é preciso mais poder para salvar  um homem do que para construir os mundos, e a cruz de Cristo é essa resposta de maior custo para a dor na história humana.


O verdadeiro avivamento sempre resulta em reconciliação. O Senhor tem lidado com muitos muros e obstáculos que construímos ao longo do tempo e da história: barreiras étnicas, religiosas e relacionais. Nossa história, desde o jardim do Éden e da torre de Babel, está baseada na divisão em virtude do orgulho – irmão contra irmão, homem contra homem, homem contra mulher, homem contra a natureza, separações quanto à língua, à economia e às posições. Todas essas cisões são fraturas do relacionamento quebrado entre a humanidade e o Altíssimo. Nações ainda odeiam nações pelo que, milênios atrás, seus ancestrais fizeram, e nada, a não ser a misericórdia de Deus, poderá curar a dor dessas pessoas. O chão ao pé da cruz é plano, e a visitação divina tem um meio de nivelar todas as desigualdades.


Há sempre a tentação de fazermos a justiça com nossas próprias mãos, as quais normalmente estão contaminadas com nossas desigualdades e expectativas totalmente falsas. Porém, quando brincamos de Deus, acabamos queimando-nos. Você não tem como tentar definir o valor a ser pago por sua própria amargura, buscando e apoiando o julgamento daqueles que o ofenderam. Por que perguntar se isso é justo? Ninguém disse que, em um mundo caído, os fatos seriam justo. A vida nunca é justa na guerra, e, sem dúvida, estamos em um combate que, certamente, jamais será vencido com nossas próprias armas. Então, deixe para lá! Entregue seu problema nas mãos de Deus; abra mão de seu direito à vingança. Somente Cristo pode carregar o pecado da humanidade e, ainda assim, viver; apenas Ele tem a graça e a glória para levar a verdadeira justiça à determinada situação. Com o poder de um coração perdoador, quebre esse ciclo repetido por séculos.


[Bíblia de Estudo – Despertamento ESPIRITUAL. – pág. 1251]

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