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sábado, 27 de setembro de 2014

O PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL E O ESTUDO (2ª PARTE)



Por Pr. Marcos Tuler    


f) Período de Estudo   

O período do dia mais favorável para estudar depende de uma série de circunstâncias, como disponibilidade de tempo do estudioso ou estudante, hábitos de vida etc. Depende, também, de certa inclinação pessoal para estudar neste ou naquele período do dia.   

Tudo indica, no entanto, que as melhores horas para o estudo são as da manhã. O período da manhã, assim, é o mais indicado para estudar. Em época de calor, as horas da manhã e da tardinha são as mais recomendadas.   

De modo geral, se possível, seria interessante enfrentar situações novas de estudos, pela manhã e revê-las, para efeito de fixação e integração da aprendizagem, à tarde.   

Sempre que possível, evitar estudar à noite, período em que o esforço a empregar é sempre maior e sem garantias de bons resultados.   

g) Horas de Estudo   

Não há número determinado de horas de estudo que possa ser considerado satisfatório. Cada estudante deve estabelecer um “quantum” de tempo, por dia, que lhe seja necessário para vencer satisfatoriamente suas tarefas de estudo. Este “quantum” está na dependência da capacidade de concentração mental, da motivação e das necessidades de cada um.   

Cada estudante, pois, dentro da sua própria realidade, deve estabelecer àquelas horas de estudo de que é capaz atender e que lhe são necessárias para atender às exigências de seus estudos.   

Reflexão   

“O fator mais importante para a permanência e o aproveitamento do aluno é o professor: o seu envolvimento, seu grau de preparação, sua disponibilidade para atender os interesses dos alunos e para mudar seu planejamento em virtude das necessidades específicas que surgem no decorrer do curso”. (Ângela B. Kleiman)  

2. Condições intrínsecas   

As condições intrínsecas de estudo são aquelas que mais se relacionam com a pessoa do estudante. Referem-se àquelas circunstâncias mais de caráter pessoal, como: saúde, nível mental, tema de estudo, vontade de estudar, nível de aspiração, ausência de preocupações, ausência de distrações, e ausência de preconceitos.   

a) Saúde   

Boa saúde é condição básica para estudar. É difícil a uma pessoa poder dedicar-se ao estudo ou ao que quer que seja se não estiver gozando de boa saúde. O depauperamento provocado por moléstia e, principalmente, preocupação com a mesma, retiram quase todas as possibilidades de êxito nos estudos.   

Das condições de boa disposição para os estudos, uma se destaca dentre as demais, é o repouso pelo sono. O estudante deve evitar perder horas de sono, pois esta falta passa a refletir na disposição e rendimento dos estudos. É preciso evitar sono atrasado, que é verdadeiro antídoto contra a disposição de estudar.   

O dormir demais, no entanto, é tão prejudicial quanto o dormir pouco.   

b) Nível Mental   

O nível mental é, certamente, uma das condições básicas para saber-se o tipo de estudos a que um indivíduo pode dedicar-se.   

Nível mental baixo é sempre um obstáculo para os estudos, uma vez que os resultados serão precários, o que acaba levando ao desânimo e à perda de confiança em si.  

Assim, antes de se fazer qualquer exigência com relação aos estudos, é bom saber-se o que ele pode estudar e até que profundidade o poderá fazer.   

É altamente prejudicial solicitar a um estudante mais do que ele possa dar, bem como, é prejudicial solicitar menos do que possa realizar.  

c) Tema de Estudo.   

Se for dado a escolher o tema de estudo, é aconselhável fazê-lo no setor que mais interesse ao estudante e para o qual revele mais aptidões.   

Assim procedendo, o próprio estudo será fonte de constante e autêntica motivação, ao mesmo tempo que as possibilidades de melhores resultados serão maiores.   

d) Vontade de Estudar.   

Esta condição é básica, pois, mesmo com todas as demais condições satisfeitas ou favoráveis, não havendo vontade de estudar, os resultados serão mínimos e mesmo nulos.   

Daí a importância da escolha ou da indicação de temas para estudo que estejam de acordo com as aptidões e que atendam a necessidades, aspirações ou preferências de quem vai estudar.   

Quando iniciar um estudo, iniciá-lo mesmo, com o máximo de energia e determinação, pois, caso contrário, o esforço irá se tornando molesto, o trabalho pouco ou nada progredirá e o estudante cairá, facilmente, em estado de fadiga e desânimo.   

Reflexão (Terceira parte do Professor em Ação/ O professor da Escola Dominical e o Estudo) Edição 59: Terceiro trimestre de 2014   

Tudo quanto estudamos não vale cinco cêntimos, se nos faz perder o valor e a alegria”. (Pestalozzi)   

e) Nível de Aspiração.   

O nível de aspiração joga papel importante, uma vez que pode reforçar ou diminuir a disposição para estudar.   

O nível da aspiração representa o que o indivíduo pretende ou se supõe capaz de alcançar no desempenho de uma tarefa, que pode traduzir-se em atitude de excessiva, pouco ou normal confiança em si, esperando muito, pouco ou normal rendimento, com relação às suas possibilidades.   

Há criaturas que aspiram a resultados bem acima e outras, bem abaixo do que as suas possibilidades pessoais o permitem. Outras, ainda, colocam suas pretensões em correspondência com as suas reais possibilidades.   

III. Técnicas de estudo: como estudar   

Existem diversas técnicas que permitem ao estudante obter o máximo de rendimento no estudo. Entretanto, é preciso selecioná-las em cada caso, tendo em vista o perfil psicológico do estudante, a matéria que se há de aprender e os meios de que se dispõe. Vejamos alguns aspectos do processo:  

1. Apreensão ou captação dos dados.   

A apreensão dos dados do objeto de estudo deve ser feita mediante o maior número possível de vias sensoriais, e também do maior número de planos de focalização ou percepção. A via principal dependerá do tipo psicológico do aluno: visual, auditivo, verbal, motor ou misto, e do material que deve ser assimilado. Aconselha-se a utilização de esquemas, gráficos e diagramas, assim como a utilização de DVDs, por ser esse um meio que se associa perfeitamente aos estímulos visuais, auditivos e cinéticos (mover, movimento).   

2. Retenção ou evocação.   

Para que o conteúdo de estudo seja retido e, futuramente, evocado pelo estudante, este deverá acostumar-se, ao término de cada sessão de estudo, a escrever (sem consulta alguma) pelo menos um resumo de suas aquisições. Não é suficiente apenas sublinhar alguns trechos do livro em estudo, mas é preciso reconstruir e ordenar sistematicamente, segundo um critério pessoal esses dados, e expressá-los do modo mais claro e coerente possível.   

3. Técnicas de Estudos SQ3R.   

A universidade de Ohio, Estados Unidos, elaborou uma técnica de estudo denominada SQ3R, resultante das letras iniciais de survey, question, read, recite e review. A mesma técnica pode receber também, a formula EPL2R, advinda de explorar, perguntar, ler, recitar e rever.   

Assim, a técnica consta de cinco fases que são: explorar, perguntar, ler, recitar e rever.   

a) Explorar.   

Esta fase se destina a explorar o material de estudo, no seu conjunto e em suas partes, para se ter uma visão geral e, ao mesmo tempo, dos detalhes significativos do estudo a ser levado a efeito.   

Se o material for um livro, ler o seu prefácio, para saber-se das intenções do autor, e folhear a obra toda, para ir percebendo quais as partes significativas e que devem ser lidas com mais atenção, quando da leitura sistemática da obra.   

É possível mesmo que nesta pesquisa, a obra seja considerada inadequada para o estudo que se pretende fazer.  

Antes de um livro ser folheado, é bom ler, detidamente, o seu índice. Este poderá dar uma idéia do conteúdo da obra. Mas não é bom fazer um juízo quanto ao aproveitamento do livro somente pelo índice. Depois do índice, folhear o livro, porque muitos informes da matéria podem estar “ocultos” do índice.



Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD (Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB)  

Contatos 
marcos.tuler@cpad.com.br 
www.marcostuler.com.br 
www.prmarcostuler.blogspot.com.br     


Artigo extraído da edição 58 da Revista Ensinador Cristão - 

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