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sábado, 7 de dezembro de 2013

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS







Professor, José Fábio


Departamento de Escola Bíblica Dominical


08 de Dezembro de 2013


                                                          Lição 10

CUMPRINDO AS OBRIGAÇÕES DIANTE DE DEUS


Leitura bíblica em classe: Eclesiastes 5.1-5

Texto Áureo: Eclesiastes 5.4



INTRODUÇÃO: Em todas as esferas da vida temos responsabilidades. É na família, no trabalho, na faculdade, nas amizades, enfim; em todos os lugares onde nos relacionamos está o nosso senso de responsabilidade. Acima de tudo, temos responsabilidades para com o nosso Deus. A partir do capítulo cinco de Eclesiastes, Salomão versa sobre o estilo de vida do adorador consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Esse assunto é que, à luz dos atributos divinos revelados nas Escrituras Sagradas – santidade, transcendência e imanência, buscaremos compreender. Nossas obrigações estão relacionadas tanto ao ambiente religioso quanto ao universo criado pelo Eterno.

 Objetivos

Conceituar as obrigações de natureza político-social e religiosa.
Explicar as obrigações ante a santidade de Deus (reverência e obediência).
Compreender as obrigações frente a transcendência e a imanência de Deus.


     I.        OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO

1)      Obrigações de Natureza Político-Social. Há um dualismo perigoso e antigo no meio evangélico, que frequentemente promove uma divisão de nossas responsabilidades no viver diário, dissociando a nossa vida social com suas responsabilidades, de nossa vida espiritual. Bem sabemos que o cristão tem uma dupla cidadania, e que ambas responsabilidades são diferentes, que somos “hebreus”, no sentido mais primitivo da palavra, por nossa peregrinação, aguardando a nossa verdadeira pátria (Hb 11.13-16). E ao mesmo tempo temos a certeza de nossa responsabilidade político-social (Rm 13.1-7). Ambas não estão vinculadas da nossa adoração a Deus, que busca verdadeiros adoradores:

·           O governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito a Lei de Deus;

·   Deus estabeleceu o estado para ser o agente da justiça, para refrear a iniquidade, castigando o malfeitor e protegendo os bons elementos da sociedade (vv.3.4;1Pe 2.13-17);

·  Quando o estado exige algo contrário a Palavra de Deus, o cristão deve obedecer a Deus, mais do que aos homens (At 5.29; Dn 3.16; 6.6-10);

·   É dever de todos os crentes orarem em favor das autoridades legalmente constituídas (1Tm 2.12).

“Eu digo: observa o mandamento do rei, e isso em consideração para com o juramento de Deus.” (Ec 8.2).

2)   Obrigações de Natureza Religiosa. Falaremos agora de nossa obrigação religiosa ou espiritual. A palavra hebraica “shachar” tem o sentido de “prostrar-se com deferência diante de um superior” (Gn 22.5; Êx 20.5). Nesse momento lembramos o texto de Ec 5.1, que Salomão fala da obrigação de culto a Deus no ambiente propício, e adequado para isso, e como estamos na Nova Aliança e fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo Jesus (Rm 5.19), levamos essa responsabilidade, para o nosso cotidiano, pois somos Templo do Espírito Santo (1Co 6.19). Veremos nos próximos tópicos as obrigações que envolvem a nossa vida espiritual.

II. OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS

1)     Reverência. É respeito gerado pelo reconhecimento da importância, honra e dignidade da pessoa a qual é direcionada. Aquele que reconhece a Santidade de Deus, é naturalmente reverente. Vamos meditar um pouco:

·    “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus;” (Ec 5.1), Salomão deixa claro que é tolice entrar diante de Deus sem respeito, tagarelando. Somente um tolo age de qualquer maneira em todos os ambientes. Devemos ser reverentes a Deus em todo o momento, mas no ambiente eclesiástico, na congregação, devemos respeitar a direção do culto.

·  Que nunca venhamos a desmerecer a adoração que ocorre nos locais separados para reunião dos adoradores, os templos, respeitando a liturgia, e ao mesmo tempo dando a liberdade ao Espírito Santo, que nos enche a medida que somos servos uns dos outros, quando juntos louvamos a Deus (Ef 5.18-21).

·      Muitos crentes interpretam errado o texto de Hebreus 10.19, que fala para entrarmos com ousadia no santuário, por causa do sangue de Cristo, achando que podemos dar ordens a Deus. Pelo contrário, essa ousadia está vinculada a fé simples e profundo temor, que reconhece que só pode entrar diante de Deus e ter comunhão por causa do sangue precioso de Jesus, no qual, como dito antes, fomos reconciliados.
         
2)  Obediência. É fruto da reverência interior, do temor a Deus por sua Santidade. Obedecer a Palavra de Deus é melhor do que qualquer forma exterior de adoração, serviço a Deus ou abnegação pessoal. “...e inclina-te mais a ouvir do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Ec 5.1b). Como obedeceremos se não soubermos a vontade de Deus? Portanto o primordial é ouvir, para que obedeçamos.

·        Um exemplo marcante foi a atitude de Saul, que foi seguir o seu próprio conceito de certo, acima da revelação da Palavra de Deus (1Sm 15.22);

·         Atitude semelhante, será base da apostasia final predita para o período que antecede a volta de Jesus à terra (Mt 24.11,24; 2Ts 2.9-12; 2Tm 4.3,4).

III.          OBRIGAÇÕES FRENTE A TRANSCENDÊNCIA DE DEUS
      A transcendência é o que ultrapassa o conhecimento comum, e   vai além da experiência meramente humana.

1)         Deus, o Criador. A transcendência é um dos atributos naturais de Deus:

·             Ele é diferente e independente da sua criação (Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9);
·              Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (Is 66.1,2; At 17.24,25);

·      Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (1Tm 6.16);  

Há um trecho interessante do livro de Jó que descreve a transcendência de Deus: “Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.” (Jó 38.4). Diante dessa questão fica o adendo de Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estas sobre a terra” (Ec 5.2b).

Deus pode humanizar-se, como já o fez em Cristo (Jo 1.4), mas o homem não pode tornar-se divino.

2)  Homem, a Criatura. O homem foi criado por Deus como coroa da Criação. O pecado tirou o homem da posição de um pouco menor que os anjos, para um pouco melhor que os demôniose. Mas Deus em seu infinito amor, em Cristo nos trouxe de volta a comunhão. De tudo que poderíamos citar sobre as nossas obrigações diante da transcendência do nosso Criador, com base em Jó 38.3a: “Agora cinge os teus lombos como homem...”.


IV.          OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS

A imanência, é a qualidade do que está em si mesmo, não transita a outrem. Diz-se de um ser que se identifica a outro ser. É o oposto da transcendência.

1)             Deus está próximoA imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. A transcendência de Deus não significa porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).  Na oração conhecida como “Pai Nosso”, Jesus apresenta ao mesmo tempo e imanência e a transcendência de Deus (Mt 6.9-13):

·       Jesus começa, de maneira implícita, alterando a ordem, pois antes Deus fora citado primeiramente como Criador, agora é o Pai nosso, isso é claro, para todo aquele que crê. Isso é imanência (v.9a);

·   Em seguida, Ele diz: “que está nos céus, santificado seja o teu Nome.” (v.9b). Isso é transcendência;

·     “Que venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.” (v.10). Aqui está um grande paradoxo, pois Jesus pede que aquilo que transcendente se torne imanente.


·         Ele começa com imanência e finaliza a oração com a transcendência, pois apresenta a intervenção de Deus no nosso viver diário, no pão de cada dia, no perdão e no livramento do mal, e finaliza declarando, que apesar da imanência Deus continua transcendente, “...porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre, Amém! (vv.11-13).

Jesus Cristo é a manifestação plena da imanência de Deus: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL (Deus conosco).” (Mt 1.23). Apesar da Imanência de Deus, Ele continua Transcendente. Apesar de tão próximo a nós, Ele continua além da nossa compreensão (Rm 11.33-36). ALELUIA!

2)        O Valor das Orações e Votos. Quais seriam as nossas obrigações diante da imanência de Deus? O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando (Ec 5.4b). Duas coisas simples nos fazem corresponder a Imanência de Deus:

·          A Oração. Pois é a certeza de que Deus está atento ao nosso caminhar, que tem zelo de nós. Nos faz cada vez mais nos tornar mais íntimos, com uma comunhão maior a cada dia (Mt 6.6-8);

·     Os Votos. No Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido. Pois os votos falam do nosso comprometimento com o Senhor. E assim como ocorre no casamento, esses votos devem ser renovados, mas sempre atentando para a vontade de Deus, para oferecermos sacrifício de tolo.

SUPLEMENTO: No livreto de Aiden Wilson Tozer, “Cinco votos para obter poder espiritual”, (Editora dos Clássicos), são citados votos que seriam interessantes atentarmos:

1 – Trate seriamente com o pecado;
2 – Não seja dono de Coisa alguma;
3 – Nunca se defenda;
4 – Nunca passe adiante algo que prejudique alguém;
5 – Nunca aceite qualquer glória.

Que fiquem para nossa meditação!

CONCLUSÃO: Temos obrigações diante da nossa sociedade e acima de tudo diante da Santidade, Transcendência e Imanência de Deus. Diante desse Deus Maravilhoso, que nos ama, nos resta louvar e engrandecer o seu Nome. Segue trecho de um louvor antigo do período dos pais da igreja: “Acima de todo saber, de todo crer, de toda razão. Além de toda compreensão, de todo esforço sério, de toda investigação...Eis que habita em nós, Eis que habita em nós...MISTÉRIO.”

                                                        ALELUIA!
                

                                                        Que Deus nos abençoe!

                                                         Professor, José Fábio

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