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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A VOLTA DO REI COM LAURIETE

ATEU, COMEDIANTE INGLÊS DIZ QUE CONSIDERA DEUS “MONSTRUOSO E EGOÍSTA” POR PERMITIR O SOFRIMENTO


ATEU, COMEDIANTE INGLÊS DIZ QUE CONSIDERA DEUS “MONSTRUOSO E EGOÍSTA” POR PERMITIR O SOFRIMENTO




Sthephen Fry, ator e comediante inglês, afirmou numa entrevista que, se acreditasse em Deus o consideraria um monstro egoísta.
A declaração polêmica rendeu muitos comentários nas redes sociais em todo o planeta, e teve repercussão inclusive no Brasil.
Fry foi entrevistado no programa Meaning of Life (que pode ser traduzido como “sentido da vida”, da emissora de TV irlandesa RTE One, e foi questionado sobre o que diria a Deus se estivesse diante d’Ele. O comediante foi bastante contundente e despreocupado com as reações da audiência do programa, e disse que O chamaria de “monstruoso”, “egoísta” e “maníaco”.
De acordo com Fry, se Ele tivesse a oportunidade de fazer perguntas a Deus, o questionaria a respeito das dificuldades pelas quais muitas pessoas passam, e que ao ver do ator, não são de responsabilidades da humanidade.
“Como você se atreve a criar um mundo em que há tanta miséria que não é nossa culpa? Não está certo. Você é absolutamente mal. Por que eu deveria respeitar um Deus caprichoso e estúpido que cria um mundo tão cheio de injustiça e dor? Câncer ósseo em crianças? Por que você está fazendo isso?”, disse Sthephen Fry.
O ator, que apesar de não acreditar em Deus atribui a Ele muitas infelicidades presentes no cotidiano das pessoas, afirmou que também questionaria o Criador sobre a razão de problemas diversos.
“Sim, o mundo é esplêndido, mas também tem insetos que se introduzem nos olhos das crianças, tornando-as cegas. Elas comem os olhos de dentro para fora. Por quê? Por que você fez isso com a gente? Você poderia facilmente ter feito uma criação em que isso não existisse. E ainda temos de passar a nossa vida de joelhos agradecendo-lhe? Que tipo de deus faria isso?”, concluiu o ator.
Publicado por Tiago Chagas em 8 de fevereiro de 2015
Tags: AteísmocrençaDeusMisériapobrezasthephen fry




CUIDADO! 

TANTA IMBECILIDADE PRA UMA PESSOA SÓ!!!!!! - É UMA PENA!!!!

Lauriete - JUÍZO FINAL

sábado, 7 de fevereiro de 2015

“SANTIFICARÁS O SÁBADO”


SANTIFICARÁS O SÁBADO”



TEXTO ÁUREO:

 "E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado." 
(Mc 2.27)


VERDADE PRÁTICA: 

O quarto mandamento envolve os aspectos espiritual e social, diz respeito ao relacionamento do homem com Deus e ao mesmo tempo com o próximo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 
Êxodo 20.8-11; 31.12-17


INTRODUÇÃO: - O quarto mandamento é uma ponte que liga os mandamentos teológicos com os mandamentos éticos. Os três primeiros preceitos do Decálogo dizem respeito à responsabilidade do homem com o Criador; os demais falam sobre o compromisso do homem com o seu próximo. A guarda do sábado fica entre esse dois grupos, pois a lei é clara em mostrar seu caráter social e humanitário e também sua função religiosa.

As controvérsias em torno deste mandamento se referem à sua interpretação, O que acontece é que existe o sábado institucional e o sábado legal, e quem não consegue separar estas duas instituições terminam radicalizando indo aos extremos. Esse é o principal problema dos sabatistas da atualidade, como os adventistas do sétimo dia. Todos os mandamentos do Decálogo dependem de definições e de como aplicá-los na vida diária, e essas instruções são dadas no próprio sistema mosaico. Mas as definições nem sempre são conclusivas. Por exemplo, o que a Bíblia define como trabalho? o mandamento de santificar o sábado é mais bem compreendido quando se analisa o propósito pelo qual ele foi dado.

O SÁBADO

O substantivo hebraico shabbar, “sábado”, ou sábbaton, em grego, “sábado, semana”, indica no calendário de Israel o sétimo dia da semana marcado pelo descanso do trabalho para cerimônias religiosas especiais, além de significar um período de sete dias, uma semana (BAIJER 2000, p. 909). O termo shabbãtôn67 significa “sabatismo, guarda ou observância do sábado”, pois a desinência —ôn é característica de substantivo abstrato.

Ele aparece no relato da criação: “E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera” (Gn 2.2, 3).

Deus celebrou o sétimo dia após a criação e abençoou este dia e o santificou. Gênesis é o livro das origens de todas as coisas: dos céus e da terra, do homem e do pecado, do sacrifício e da promessa de redenção, do casamento, da família, das nações, das línguas, da nação de Israel, do sábado e da semana, O sábado e a semana tiveram a sua origem em Deus. A divisão hebdomadária do tempo aparece desde os dias pré-diluvianos e no período patriarcal (Gn 7.4, 10; 8.10, 12; 29.27, 28). Mas a semana na Mesopotâmia seguia as fases da lua, por isso nem sempre o sábado coincidia com o sétimo dia. A semana dos egípcios era de dez dias.

Aqui está a base do sábado institucional e do sábado legal. Deus completou a sua obra da criação no sétimo dia, Duas vezes o texto sagrado declara que Deus “descansou” ou seja, cessou; esse é o significado do verbo hebraico usado aqui, shã bar,68 “cessar, desistir, descansar” (Gn 8.22; Jó 32.1; Ez 16.41). Descansar é sinônimo de cessar de criar. Esse repouso indica a obra concluída e não ociosidade, poís Deus não para nem se cansa (Is 40.28; Jo 5.17). Ele continua sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1.3).

O Senhor Jesus também assentou-se à destra de Deus depois de concluir a obra da redenção (Hb 8.1; 10.12).  A expressão “acabado no sétimo dia” parece indicar que houve mais alguma atividade de Deus na criação nesse dia, É o que pensam muitos expositores da atualidade. Deus terminou a sua obra no dia sexto: segundo a Septuaginta, en tê hêméra lê hektê, “no dia sexto”, e também no Pentateuco Samaritano, bayyôm hashishí,  “no dia sexto”. A Peshita segue também essa linha, mas tudo indica que se trata de alguma emenda deliberada. Segundo Umberto Cassuto, um estudo cuidadoso desse versículo mostra que “sétimo dia” é a forma correta (1998, p. 61).

O substantivo hebraico shabbat, ‘o dia de sábado”, não aparece aqui; sua primeira  ocorrência acontece no relato do maná (Éx 16.23). Mas este termo vem da raiz do verbo “descansar” shãbat. Há quem afirme que essa omissão foi intencional porque o shãbat é o término da semana e há fortes evidências da identificação filológica do termo aqui com o acádico shabaru [mJ ou shapattu, que aparece nas inscrições babilônicas como o dia da lua cheia. Trata-se do 15° dia de um mês lunar, dedicado à adoração do deus lua, Sin-Nanar e a outros deuses.

Este dia se chamava também um núch libbi, “dia de descanso do coração” (ORR, vol. lv, 1996, p. 2630). Outros afirmam que se trata mais de um dia de expiação ou pacificação, e não necessariamente de um dia de descanso. No entanto, foram descobertos tabletes em que revelam o shabatu como os dias 7°, 14°, 21º e 28°, que segundo o registro dessas inscrições ocupavam espaço destacado no calendário mesopotâmio. Neles havia restrições a diversos tipos de trabalho, já que o dia era dedicado aos deuses (TENNEY, vol. 5, 2008, p. 267). O sábado dos israelitas era o dia de descanso reservado a cada seis dias de trabalho para todo o povo; entretanto, o shabatu era computado com base nas quatro fases da lua.

Há muitas discussões sobre a relação do shabatum com o sábado dos israelitas, e Umberto Cassuto explica o que está por trás de tudo isso. Os críticos liberais insistem em afirmar que os israelitas copiaram o sábado dos mesopotâmios e com isso querem associar o sábado de Israel com as quatro fases da lua. Cassuto questiona a existência da proibição de trabalho nos dias 7°, 14º, 21º e 28º do mês do luna na Babilônia e na Assíria.

Segundo esse autor, o pensamento da Torá é justamente o oposto ao sistema babilônico e desvincula completamente o sábado da adoração aos astros: “O dia de sábado de Israel não será como o sábado das nações pagãs; não será o dia da lua cheia, ou outro dia conectado com as fases da lua, nem ligado, em consequência, com a adoração da lua, mas será o sétimo dia” (1998, p. 68).

É um sábado completamente desassociado de sinais nos céus, das hostes celestiais e de qualquer conceito astrológico, “mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus” (Êx 20.10). Assim, o propósito da omissão do termo hebraico shabbat, “sábado”, no relato da criação é evitar sua identificação com o shabatu dos mesopotâmios. o sétimo dia da criação não era mandamento, mas revela a necessidade natural do descanso de toda natureza, homem, animal, máquina, agricultura.

O repouso noturno de cada dia não é suficiente para isso. Deus abençoou e santificou esse dia não somente para comemorar a obra da criação, mas para que nesse dia todos cessem o trabalho tendo em vista o descanso fisico e mental e também o culto de adoração a Deus. É importante que todos os seres humanos possam refletir que o universo foi criado por um Deus pessoal, Todo-Poderoso, sábio e transcendente, que planejou todas as coisas que foram criadas. Parece que esse dia foi logo esquecido pelo gênero humano, mas há resquício dele em muitos povos da antiguidade.

Deus abençoou e santificou o sétimo dia como um repouso contínuo, a dispensação da inocência, interrompido por causa do pecado. Agostinho de Hipona lembra que não houve tarde no dia sétimo, pois Deus o santificou para que ele permanecesse para sempre: “Ora o sétimo dia não tem crepúsculo. Não possui ocaso porque Vós o santificastes para permanecer eternamente” (Confissões, Livro XIIl.36).

Adão e Eva viveram esse repouso durante a inocência até a Queda: “Foi o princípio e o tipo de repouso ao que a criação, depois que caiu da comunhão com Deus pelo pecado do homem, recebeu a promessa de que uma vez mais seria restaurada pela redenção, em sua consumação final” (KEIL & DELITZSCH, tomo 1,2008, p. 41). O sábado da criação aponta para o descanso de Deus para o mundo inteiro no fim dos tempos: “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus” (Hb 4.9).

O sábado legal não foi instituído aqui. Isso só aconteceu com a promulgação da lei. O sétimo dia é o fundamento da guarda do sábado dada aos israelitas, visto que este dia foi santificado desde o princípio do mundo. O sábado institucional é para toda a humanidade e por isso Deus o santificou antes de estabelecê-lo como mandamento para Israel.

“A santificação do sábado institui uma ordem para a humanidade segundo a qual o tempo é dividido em tempo e tempo sagrado... Por santificar o sétimo dia, Deus instituiu uma polaridade entre o dia a dia e o solene, entre dias de trabalho e dias de descanso, a qual deveria ser determinante para a existência humana” (WESTERMANN, 1994, p. 171). O sábado institucional não é necessariamente o sétimo dia da semana, mas um a cada seis dias.

O QUARTO MANDAMENTO

A instituição do sábado legal no Decálogo tinha o propósito duplo, social e espiritual, de cessar os trabalhos a cada seis dias de labor para dar descanso aos seres humanos e aos animais e dedicar um dia inteiro para adoração a Deus:

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, 10 mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou (Êx 20.8-11).

O quarto mandamento é o mais longo do Decálogo e difere dos três primeiros, cuja formulação é negativa. O versículo 8 introduz o mandamento positivo que impõe a obrigação de santificar o sábado, e o versículo 9 fala sobre a obrigação de trabalhar seis dias. Isso se repete no sistema mosaico (Êx 23.12; 31.13-17; 34.21; Lv23.3), mas aqui aparece também a formulação negativa. Quando Moisés no seu discurso em Deuteronômio repete o Decálogo substitui o verbo hebraico usado para “lembrar” zãchor,’“recordar, lembrar”, por outro, “guardar”, shãmôr, “guardar, cuidar, vigiar”, quando diz: “Guarda o dia de sábado” (Dt 5.12).

Os dois verbos estão no infinitivo absoluto, que tem função de um forte imperativo, bastante comum em leis e mais próximo de um futuro cominatório, ameaçador. O propósito do uso deste verbo “lembrar” aqui em Êxodo é manter o sábado como dia santo. Isso mostra que o povo já conhecia esse dia, mas parece que a sua observância não era levada a sério antes da revelação do Sinai.
As palavras “como te ordenou o SENHOR, teu Deus” (Dt 5.12b) não aparecem em Êxodo e são uma referência ao Sinai, quando a lei foi promulgada, visto que Moisés está relatando um fato acontecido no passado.

Fica evidente que houve um sábado antes da promulgação da lei. Muitos acreditam que o verbo “lembrar” se refere ao relato do maná no deserto (Êx 16.22-30). Isto fica claro pelo fato de que “a maneira incidental em que a matéria é introduzida e a repreensão do Senhor pela desobediência do povo sugerem que o sábado já era previamente conhecido (TENNEY, vol. 5, 2008, p. 267).

No entanto, segundo o rabino Benno Jacob, “lembrar” aqui não tem conotação de “não esquecer”, como aconteceu com o evento do maná, mas de um “memorial do passado para estabelecer um relacionamento especial para o futuro” (1992, p. 563).

O livro de Gênesis não menciona os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó observando o sábado. Segundo Justino, o Mártir, Abraão e seus descendentes até o Sinai agradaram a Deus sem o sábado (Diálogo com Trifão 19.5). Irineu de Lião diz que Abraão, “sem circuncisão e sem observância do sábado, acreditou em Deus e lhe foi imputado a justiça e foi chamado amigo de Deus” (Contra as Heresias, Livro IV, 16.2). O sábado institucional não era mandamento nem havia imposição sobre a sua observância; talvez, seja essa a razão de aos poucos ter caído no esquecimento. A linguagem do quarto mandamento “Lembra-te do dia de sábado” (Êx 20.8) reforça a ideia de que não se trata de uma instituição nova, mas existente desde a criação.

O mandamento consiste em parar de trabalhar a cada seis dias e é extensivo a todos os israelitas, seus familiares e também servos, animais de carga, convidados, imigrantes estrangeiros e qualquer um que esteja dentro de seus portões (v. 10). Mas aqui se omite uma informação que aparece em Deuteronômio e revela o aspecto humanitário do mandamento: “para que o teu servo e a tua serva descansem como tu” (Dt 5.14b). Em Êxodo, é revelado o caráter espiritual, pois se mostra que a lei do sábado deriva da criação e se refere ao sétimo dia em que Deus descansou (v. 11). O sábado do Decálogo é semanal e uma amostra do descanso eterno de Deus (SI 95.11; Hb 4.3-6).

O sábado legal é exclusividade dos israelitas e nenhum povo da terra recebeu tal responsabilidade, nem mesmo a Igreja (Êx 31.13- 17). A adoração no tabernáculo acontecia semanalmente e isso justifica a instrução da lei do sábado na presente seção que aborda a ordem do culto e demais serviços no tabernáculo. O tema do sábado havia sido tratado por ocasião do maná (Êx 16.23-30) e no quarto mandamento (Êx 20.8-1 1); no entanto, Javé retoma o assunto aqui para que o presente preceito seja observado de maneira apropriada.

A observância do sábado legal é perpétua, sob pena de morte para quem violar (vv. 14-6) e isso por se tratar de um sinal entre Javé e Israel (Êx 31.13, 17). Não é mandamento para todos os povos nem para a Igreja. É o segundo sinal para os israelitas, que já tinham a circuncisão como primeiro sinal desse concerto (Gn 17.10-14). Ao longo dos séculos, os judeus trataram esses dois preceitos com a mesma atenção. O Decálogo registrado em Deuteronômio apresenta o sábado como memorial da saída dos israelitas do Egito: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Dt 5.15). O sábado legal é mandamento exclusivo para o povo de Israel.


O SÁBADO NO NOVO TESTAMENTO

A observância do sábado nos dias do ministério terreno de Jesus havia se tornado externa e formal. As autoridades religiosas de Israel haviam criado muitas restrições e estabeleceram regras meticulosas. A Mishnah, antiga literatura religiosa dos judeus, nos tratados Shabbat e Erub, registra minúcias de como o sábado deve ser observado. A tradição dos anciãos criou 39 proibições concernentes ao sábado. Por essa razão, o Senhor Jesus entrou diversas vezes em conflito com os escribas e fariseus. Uma delas aconteceu quando ele defende os seus discípulos por colherem espigas no sábado (Mt 12.1-5).

1 Naquele tempo, passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas e a comer. 2 E os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. 3 Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 4 Como entrou na Casa de Deus e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? (Mt 12.1-4).

A passagem paralela aparece em Marcos 2.23-26 e Lucas 6.1-4. Em todas elas, o Senhor Jesus mencionou um trecho do Antigo Testamento em que Davi comeu o pão da proposição na casa do sacerdote Abiatar, quando estava sob a perseguição de Saul (1 Sm 21.6). Assim, ele colocou a guarda do sábado na mesma categoria do preceito cerimonial. A lei proibia que estranhos comessem do pão sagrado da proposição, o qual era restrito aos sacerdotes (Êx 29.33; Lv 22.10).

Jesus foi além e disse que os sacerdotes no templo podiam violar o sábado e ficar sem culpa (Mt 12.5). Um mandamento moral é obrigatório por sua própria natureza. Não existe concessão para preceitos morais; aqui, a vida está acima do sábado.

Em outra ocasião, o Senhor Jesus torna a considerar o sábado um preceito cerimonial com base na própria lei de Moisés. Ele nem precisou reivindicar a sua autoridade de Filho de Deus e Messias, ao lembrar às autoridades religiosas que a circuncisão de uma criança pode ser feita num dia de sábado. A lei prescreve que o menino deve ser circuncidado no oitavo dia de seu nascimento (Lv 12.3). Jesus disse que a circuncisão pode ser feita mesmo quando o oitavo dia coincide com sábado (lo 7.22, 23).

Jesus declarou: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado” (Mc 2.2 7). Muitos comparam essas palavras a uma frase do Talmude creditada ao rabi Simeon ben Menasya, cerca de 180 dc.: “O sábado foi dado a vocês, não vocês entregues a ele”. A interpretação judaica diz respeito à permissão da quebra do sábado em casos especiais, como a vida em perigo.

Mas o que Jesus disse significa que os seres humanos não foram criados para observar o sábado, mas que o sábado foi criado para o benefício humano. Ele não disse que o sábado foi feito por causa dos judeus ou de Israel, mas por causa de todos os seres humanos. O sábado legal, do Decálogo, foi dado a Israel como sinal entre Javé e os israelitas (Êx 31.13, 17; Dt 5.15; Ez 20.12). Aqui, o Senhor Jesus se refere ao sábado institucional que Deus estabeleceu para o bem-estar e gozo de todos os seres humanos, e isto está acima de observância meticulosa do sábado.

A frase “Assim, o Filho do Homem até do sábado é Senhor” (Mc 2.28) e as passagens paralelas (Mt 12.8; Lc 6.5) são disputadas pelos expositores do Novo Testamento.

Há duas linhas principais de interpretação:

a) a autoridade sobre o sábado foi conferida aos seres humanos, e

b) trata-se do próprio Senhor Jesus.

A primeira nos parece menos aceitável porque Deus nunca delegou autoridade sem limites aos humanos e, também, porque a expressão grega ho huios tou anthrõpos,  “o Filho do Homem”, no singular, é título messiânico e não relativo a humanos. Está claro que Jesus se referia a si mesmo. Esta é a melhor interpretação. Ele revelou seu poder e sua autoridade sobre as enfermidades, sobre a natureza, sobre todos os poderes das trevas, sobre a morte e o inferno; assim, nada mais natural ser mesmo o Senhor do sábado. O sábado veio de Javé e somente ele tem autoridade sobre a instituição. Então, não há outro no universo investido de tamanha autoridade, senão o Filho de Deus.

Mais uma vez, o Senhor Jesus Cristo apresenta o profeta Oseias como autoridade para fundamentar seu ensino (Mt 12.7; Os 6.6). Ele acrescentou ainda que é “lícito fazer bem nos sábados” (Mt 12.12). Isso o próprio Jesus o fez (Mc 3.1-5; Lc 13.10- 13; 14.1-6; Jo 5.8-18; 9.6, 7, 16), e nós também devemos fazer o bem, não importa qual seja o dia da semana. Como o sábado do relato da criação, não é regra legal opressiva; é chamado de sábado institucional que se transferiu para o domingo por causa da ressurreição de Jesus, mas não como mandamento.

Assim, como nada há no Novo Testamento que indique a sua observância, isso por si só mostra que o quarto mandamento não é um preceito moral. Esta interpretação é corroborada pelo fato de nem Jesus nem os apóstolos ensinarem a guarda do sábado. O sábado não foi mencionado quando Jesus citou os mandamentos para o moço rico (Mt 19.17-19). Toda a lei se resume no amor a Deus e ao próximo (Mt 7.12; 22.40; Mc 12.31; Rm 13.10).

O apóstolo Paulo omitiu o quarto mandamento (Rm 13.9). Ele considerava retrocesso espiritual guardar dias, meses e anos (Gi 4.10, 11). Os primeiros cristãos eram judeus de origem e era natural para eles observar os serviços da sinagoga; ainda hoje, muitos judeus que são convertidos à fé cristã preferem não abrir mão de sua identidade judaica, principalmente aqueles que residem em Israel. É mais uma questão cultural. Paulo via o sábado e os preceitos dietéticos, o kashrut, como mera opção pessoal. E, mesmo não havendo prova de que o apóstolo distinguisse preceitos morais e cerimoniais, aqui ele coloca o sábado e o kashrut na mesma categoria (Rm 14.1-6). Segundo Paulo, o antigo concerto foi abolido (2 Co 3.7-14) , incluindo o sábado (Os 2.11). De fato, isso já era anunciado desde o Antigo Testamento (Jr 31.31-34).

Paulo disse que Jesus riscou na cruz “a cédula que era contra nós nas suas ordenanças” (Cl 2.14). O substantivo grego para

“cédula” é cheirgraphon, um hapax legomenon, literalmente, “escrito à mão”. É um documento escrito à mão usado aqui metaforicamente. O termo aparece na literatura grega extra bíblica com vários significados: “lei mosaica, obrigação escrita, contrato” (ROBINSON, 2012, p. 984); “registro de uma conta financeira, conta, registro de dívida” (LOUW & NIDA, 2013, pp. 352, 353). É um certificado de dívida, uma nota promissória. A ordenança, ou dogma76, significa “decreto, ordenança, edito”, um termo usado também em referencia à lei de Moisés (Ef 2.15).

É esse o sentido aqui, pois Jesus disse que a lei nos acusa Go 5.45). O pensamento paulino revela o aspecto condenatório da lei mosaica (Dt 2 7.26; 1 Co 15.56; Gi 3.10) e também o padrão divino para a vida humana (Rm7.13, 14).

A acusação da lei contra nós foi cancelada na cruz do Calvário, e aí o apóstolo inclui o sábado. O apóstolo emprega os dois termos “cédula” e “ordenança” metaforicamente para dizer que fomos perdoados e estamos livres de legalismo: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16, 17). Com exceção do sangue (At 15.20, 28), as restrições dietéticas de Levítico foram removidas, pois Deus purificou os animais cerimonialmente imundos (At 10.12-15).

Nenhum alimento é imundo por si mesmo (Rm 14.14, 20; 1 Tm 4.3, 4). O que contamina o ser humano é o que sai dele, não o que entra (Mt 15.11-20).

O sábado cerimonial é um termo para designar os festivais de Israel que englobam as festas anuais, mensais e semanais (1 Cr 23.31; 2 Cr 2.4; 8.13; 31.3; Ez 45.17). O sábado cerimonial já está incluído na expressão “dias de festa”. Assim, a “lua nova”, refere-se à festa mensal e a expressão “dos sábados” diz respeito aos sábados semanais. O novo concerto nos isenta de todas essas coisas. Paulo parece empregar uma linguagem platônica no tocante ao mundo real e ao mundo das ideias no v. 17. A sombra é temporária e identifica com imperfeição o objeto que a projetou, sendo portanto inferior a ele, O apóstolo afirma nesta metáfora que a lei é uma projeção, uma sombra da realidade, que é o corpo de Cristo.


O SÁBADO CRISTÃO

O sábado legal do Decálogo foi estabelecido para Israel se lembrar da escravidão no Egito (Dt 5.15). Há certa analogia com o sábado cristão, o domingo, que, sem precisar de imposição legal, passou a ser o dia de adoração cristã coletiva em memória à ressurreição de Cristo que ocorreu num domingo (Mc 16.1-6; Lc 24.1-6). É o sábado institucional.

Isso está claro em três passagens do Novo Testamento: “No primeiro dia da semana, ajuntando os discípulos para o partir do pão” (At 20.7). Era um domingo, “talvez 24 de abril de 57 dc.”, segundo F. F. Bruce (apud STOTT, 1994, p. 360). O “partir do pão” é um termo usado para a Ceia do Senhor (At2.42; 1 Co 10.16; 11.20-26). Segundo o autor citado, essa passagem “é a evidência inequívoca mais primitiva que temos da prática cristã de reunir-se para a adoração nesse dia”. Isso se confirma mais adiante no Novo Testamento: “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar” (1 Co 16.2). Temos aqui outra prova de que o primeiro dia da semana era o dia de culto regular. O apóstolo recomendou que nessas reuniões se levantasse uma coleta para socorrer os irmãos pobres de Jerusalém.

O apóstolo João foi arrebatado no dia do Senhor: “Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta” (Ap 1.10). A expressão “dia do Senhor” não é escatológica, pois a construção grega aqui, en të kyriakë hemera, se refere ao domingo. Versões católicas como Figueiredo, Matos Soares e a Biblia do Peregrino empregam “num dia de domingo” para traduzir a referida frase. Esta tradução é aceitável porque está de acordo com o contexto bíblico e histórico.

A palavra kyriakë significa “domingo” ainda hoje na Grécia. O termo “domingo”, literalmente quer dizer, “dia do senhor”, do latim, dominus, “senhor”, e dies, “dia”. Inácio de Antioquia usa a mesma frase grega do apóstolo João em Apocalipse, para indicar o primeiro dia da semana: “Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte” (Magnésios 9.1, Coleção Patrística 1, Fadres Apostólicos). Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia e conheceu os apóstolos Paulo e João. Preso em 110 no reinado de Trajano, foi levado a Roma e atirado às feras. Trata-se de alguém da segunda geração dos apóstolos.

Outra razão que confirma essa interpretação é o fato de a Septuaginta usar uma forma diferente para o “dia do Senhor” escatológico, hëmera tou kyriou ou hëmera kyriou. E o mesmo acontece nas cinco vezes que a frase aparece no Novo Testamento grego (At2.20; 1 CoS.5,2Co 1.14; lTs5.2;2Pe3.10).

Os primeiros pais da Igreja mostram que nos três primeiros séculos da história da Igreja o domingo continuava sendo o dia de reunião dos cristãos. Além de Inácio de Antioquia, isso pode ser ainda visto na Epístola de Barnabé (que não era o Barnabé citado do Novo Testamento). Trata-se de um documento da primeira metade do século 2, que declara: “Eis por que celebramos como festa alegre o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus” (Epístola de Barnabé, 15.9).

Herdamos dos dias apostólicos essa prática que foi perpetuada pelo tempo. Os preceitos cerimoniais não desobrigam os seres humanos de cultuarem a Deus, mas estes não precisam de rituais e nem lhes é exigido irem a Jerusalém. Da mesma forma, o sábado não precisa ser o sétimo dia da semana. Os adventistas do sétimo estão equivocados quando afirmam que o imperador Constantino substituiu o sábado pelo domingo, e sua doutrina não tem sustentação bíblica. É um erro teológico e histórico.


Subsídio para o Professor

IntroduçãoO próprio Deus foi quem deu origem ao sábado e não o homem. Isso aconteceu nos primórdios da criação quando ela foi finalizada e nesse final diz que Deus descansou. É evidente que Deus descansou no sentido de terminar tudo o que criou e não no sentido literal de descansar, ou seja, parar de trabalhar, porque Deus nunca se cansa nem se afadiga. 

A questão do sábado, ou o dia de descanso antes de ser oficializado como lei era institucional, ou seja, não era imposto como uma obrigação e sim adotado pelos povos, como simplesmente o dia de descanso e nada mais. Portanto não tinha qualquer conotação religiosa ou espiritual. 

No longo período em que Israel permaneceu no Egito, esse dia de descanso institucional foi negligenciado pelos hebreus, a princípio pelas suas atividades remuneradas e na ganância de ganhar mais e mais eles não se preocupavam muito com o dia de descanso. Posteriormente quando entraram no regime de escravidão as coisas ficaram bem piores para eles porque a carga e horário de trabalho aumentaram e não havia mais dias de descanso. Após saírem do Egito, já libertos da escravidão os hebreus já tão acostumados a uma carga de trabalho pesado continuaram a exercer esforços nas suas atividades sem separar um dia de folga para os seus servos, os seus animais e também para eles próprios. Sob um regime teocrático, ou seja, Deus governando o povo, ao estabelecer e promulgar as suas leis incluiu o dia de sábado como o dia de descanso, o qual deveria ser observado e respeitado, pois infringir este mandamento incorria na pena de apedrejamento até a morte. É importante saber que o sábado seria infringido no caso de atividades seculares e não em atividades humanitárias. Nos tempos de Jesus o sábado já estava radicalizado pelas autoridades religiosas de Jerusalém onde qualquer atividade secular ou humanitária não poderia ser realizada e esta foi a razão de muitos conflitos entre essas autoridades religiosas e Jesus. As atividades que Jesus realizava eram totalmente humanitárias e, portanto Ele estava correto diante da lei, mas os religiosos antagonistas a Ele não entendiam dessa maneira e, essa era a razão dos conflitos quando Jesus realizava milagres no dia de sábado.

1) COMO IGREJA NÃO SANTIFICAMOS QUALQUER DIA, MAS NOS SANTIFICAMOS TODOS OS DIAS - Êxodo 20.8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Quando se coloca a obrigatoriedade de guardar o sábado como fazem algumas organizações religiosas volta-se assim para o princípio legalista do antigo pacto, bem como outras que guardam o domingo dentro dessa visão. Estamos depois da cruz vivendo um novo pacto e o princípio legal em relação ao sábado encerrou-se quando Jesus cumpriu toda lei mosaica. Com o início da Igreja que não faz parte de um reino físico e sim de um reino espiritual e a questão da guarda de dias como obrigação legal não existe mais, pois como templo do Espírito Santo, todos os dias vivemos num processo de santificação constante e não apenas um dia por semana. Portanto qualquer organização religiosa que adota esses princípios legais quanto à guarda de dias, fica classificada como seita e não como uma Igreja Evangélica verdadeira.

2) COMO IGREJA NÃO GUARDAMOS DIAS, POIS OS NOSSOS DEVERES COM DEUS SÃO DIÁRIOS - Êxodo 20.9 Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

A guarda de dias no sentido obrigatório é uma forma de legalização que o apóstolo Paulo refutou, pois a Igreja não está sob a lei, pois a dispensação da lei encerrou-se na cruz passando para a dispensação da graça. (Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Romanos 6:14). É bom lembrar que o legalismo não pode estar presente no cristianismo e igrejas que adotam as regras legais promulgadas para os hebreus, estão dentro de uma visão de retrocesso, pois não existe mais nada a cumprir em relação a lei, porque Jesus a cumpriu na sua íntegra. Embora estejamos na dispensação da graça não podemos pensar que as coisas ficaram fáceis para nós em relação ao antigo pacto. Na realidade a Igreja nesse novo pacto tem obrigações que foram ampliadas por Cristo e depois através das doutrinas apostólicas. Israel tinha apenas um dia para servir ao Senhor, porém a Igreja deve servi-lo todos os dias.

 As regras de conduta para Israel não eram tão rigorosas se fizermos uma comparação com as regras de conduta da Igreja.

3) COMO IGREJA DEVEMOS NOS CONSERVAR SANTOS SEM QUALQUER OBRIGAÇÃO LEGALISTA - Êxodo 20.10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Deus estabeleceu o sábado também por razões humanitárias devido aos abusos que o povo escolhido por Ele estava cometendo não dando folga para os empregados e para os animais que eram utilizados nas suas atividades. Com a promulgação desse mandamento, Deus queria garantir que homens e animais deveriam descansar depois de seis dias de trabalho. A observância do dia de sábado para os israelitas também tinha objetivos de ser uma prova de fé e de obediência para com Deus e a Sua lei. O que era para Israel não é para a Igreja e muitas práticas que eram usadas no antigo pacto não podem ser usadas pela Igreja no novo pacto.

4) DEUS DESCANSOU NO SENTIDO DE CONCLUIR O QUE CRIOU, APÓS ISSO PASSOU A CUIDAR - Êxodo 20.11 Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.

Quando fala que Deus descansou, a falta de interpretação bíblica leva muitos a imaginar que Deus se acomodou e tirou uma grande folga. A interpretação é que Deus terminou a obra da criação e nessa parte o Seu trabalho estava concluído. A partir do momento que Deus terminou a sua criação, Ele passou para outra atividade, que era cuidar daquilo que foi criado, pois Deus não é deísta e sim teísta. Se Deus após a criação de todas as coisas deixasse a humanidade continuar por seus próprios meios, Ele seria um Deus deísta; porém Deus não abandonou a sua criação e isso o revela como um Deus teísta. Jesus confirma isso quando Ele disse que não nos deixaria só, mas que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos.

5) ISRAEL DEVERIA SE SANTIFICAR NO SÁBADO, PORÉM A IGREJA DEVE VIVER EM SANTIFICAÇÃO - Êxodo 31.12 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Êxodo 31.13 Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.

O sábado para Israel representava o dia de descanso, mas também de consagração e santificação que apontava para a santidade divina. Assim todos os sábados faziam parte da legislação mosaica com propósitos comuns. Na figura de tipo o sábado simbolizava o descanso que temos em Cristo, ou seja, a salvação eterna. Israel se santificava uma vez por semana, mas a Igreja deve estar se santificando todos os dias para que o seu processo de aperfeiçoamento espiritual não fique estagnado. (Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hebreus 12:14).

6) SE NOS SANTIFICARMOS A CADA DIA NÃO NOS PROFANAREMOS COMO TEMPLO DO ESPÍRITO - Êxodo 31.14 Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo

Israel embora sendo um povo escolhido por Deus, não tinham o seu corpo como templo do Espírito Santo, isto porque para ser templo do Espírito era necessária a expiação completa do pecado original e isso só aconteceu com o sacrifício de Cristo. Jesus era o único que poderia fazer essa expiação através do seu sangue. A atuação do Espírito Santo no Antigo Testamento era específica em determinados personagens bíblicos. Somente após a cruz é que o Espírito Santo enviado por Cristo pode se ligar espiritualmente com todos os salvos em Cristo, transformando-os em seu Templo no sentido individual. Portanto a nossa santidade não está no fato de nos separarmos em determinado dia e sim em todos os dias.

7) SE NOS SANTIFICARMOS A CADA DIA NÃO PECAMOS E EVITAMOS SOFRER A MORTE ESPIRITUAL - Êxodo 31.15 Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá.

É preciso entender que santificar significa estar separado das coisas que o mundo pode nos contaminar fugindo das tentações e de toda aparência do mal. Essas coisas não devem ser feitas só em determinados dias, mas constantemente. Santificar não é viver enclausurado para evitar qualquer contaminação com o mundo. O apóstolo Paulo disse que podia fazer o que ele bem entendesse fazer, porém como sendo um homem de Deus que preservava a sua santidade, ele disse que nem tudo lhe convinha fazer. Significava que ele vigiava seus atos e atividades para que nada viesse macular a sua santidade a qual é o fator necessário e imprescindível para termos comunhão com o Senhor.

AO CONTRÁRIO DE ISRAEL SOMOS DO REINO ESPIRITUAL E JÁ SOMOS SEPARADOS DO MUNDO - Êxodo 31.16 Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.

Deus determinou isso para Israel como uma aliança perpétua, isto porque Israel está nos Seus planos e propósitos em relação ao reino milenar. Nesse reino milenar que será estabelecido por Cristo para o cumprimento das promessas feitas a Abraão, Israel e as nações que serão salvas para esse reino terão obrigações legais no cumprimento de várias ordenanças que eles não cumpriram incluindo o sábado do Senhor. Quanto a Igreja é certo que temos vários preceitos divinos a cumprir, porém não como uma obrigação legal. Isto porque a Igreja no sentido individual é um organismo que carrega esse nome e nesse novo pacto estabelecido por Cristo os nossos deveres de servir e adorar difere do modo como Israel servia e adorava. 
Eles serviam e adoravam por imposição da lei que foi estabelecida por Deus e a Igreja serve e adora de acordo com o novo pacto, pois pertencemos a um reino espiritual. Isso é confirmado pela palavra: estamos no mundo, mas não somos desse mundo.

9) TODO O TEMPO DO CRISTÃO PERTENCE AO SENHOR E NÃO APENAS UM DIA A CADA SETE DIAS - Êxodo 31.17 Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.

Se alguém quer guardar o sábado, domingo ou qualquer outro dia para se consagrar ou jejuar pode fazer a vontade, porém que não o faça por obrigação legal. Nenhum ministério evangélico pode impor ao povo a guarda de dias, pois se assim o fizer está impondo outro evangelho e a palavra diz que se alguém ou mesmo um anjo do céu tentar pregar outro evangelho, seja considerado anátema que significa maldito. Tudo que a Igreja faz é de natureza espiritual e a lei do crente não está escrita em tábuas de pedras e sim no seu coração. 

Jesus foi incansável no seu ministério e mesmo quando foi questionado por curar no sábado Ele disse: (E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também João 5:17). Assim também o crente deve a qualquer dia servir ao Senhor, pois o nosso descanso não é aqui como diz a palavra: (Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. Hebreus 4:9-10).

Espero que tenha um bom proveito para ter um ama boa aula.

Abraços.

Viva vencendo as distorções bíblicas, onde alguém ou alguma coisa é maior do que o Senhor Jesus


Fonte: http://www.umaalmasedenta.com/2015/02/licao-06-080215-santificaras-o-sabado.html#more